8 de nov de 2007

Volta pra casa, e me trai comigo


Queria me esquecer
Queria, me esquecer
Queria-me, esquecer

Esquecer do que gosto principalmente, do que já gostei viria em segundo lugar.
Não no sentido de pessoas, mas no sentido de esquecer as coisas que já passaram. Queria então, lembrar o nome de todos meus amigos e amigas, saber que os amo, mas sem saber porque os amo dessa forma.
Pela simples questão que é horrível viver mais de saudade do que de esperança. É horrível acordar cada dia e querer ter algo ou uma situação que você não pode mais ter. Querer assistir aquele filme de quando criança e poder aprender tudo novamente.
Descobrir outra vez como é não sentir ciúmes! Principalmente isso.
Eu não suporto meus ciúmes, eu penso em coisas que não me agradam.
Sei que só penso nessas coisas porque eu não tenho muitas coisas importantes pra pensar.
Eu tenho a mente muito desocupada e acabo por ocupá-la de saudade. Queria dar mais sorrisos, não criticar tanto as pessoas e realmente saber aceitar as coisas.
Eu queria tanta coisa.
Mas cheguei à conclusão que eu queria mesmo era esquecer muita coisa.


Queria me esquecer
Queria me, esquecer
Queria-me, esquecer

24 de out de 2007

Salto


É como se sua mão viesse tocar a minha
e
de repente
Sua mão fosse a minha, o que era meu
Não era mais mão
Nem então, por seguir esse rumo
Ser meu

Se
E
Enquanto


Acha que pode
Dizer cada vez mais
Um se

Abale o oco do sino
E desperte a ti

Se

Puderes tocar minha mão

29 de ago de 2007

sobre um elo, "pós elo"




As coisas não vão muito bem, você disse que ia sair de casa esses dias e só voltou hoje pra buscar a moldura do quadro que ia dar pra sua tia no fim de julho, no dia no aniversário dela.

Deixou um vazio tão grande aqui, o pior foi quando vi que você esqueceu, perto da máquina de lavar roupa, aquele seu tênis que usou no dia em que a gente foi no sítio de um casal amigo, nossa como ele está sujo, meu bem.


O fim de um relacionamento, percebo agora, pode ser tão facilmente comparado com a morte, mas eu nunca tinha entendido isso, e queria não ter precisado de entender.


Alguns planos acabam sendo abandonados, como aquele de comprarmos uma ação no clube ou a viagem no fim de ano pra praia. Pra não lembrar também do almoço domingo na casa da minha mãe. Sei que não é uma boa galinhada, mas a gente sempre voltava contente de ter estado lá.


O que fazer com essa saudade, com o eco do meu silêncio nessa sala?


E as crianças que a gente não brindou com a vida, pois é, sempre discutimos os nomes que queríamos dar à elas.


Mas o melhor de tudo amor, é que hoje tive coragem de te escrever.


Mas não desligue o telefone quando eu te ligar sem motivo, como você sempre diz, mas, você sabe bem o porquê das minhas ligações, ou talvez meu soluço consiga te demonstrar.




Com carinho.
De quem a cada dia lembra mais de você, meu amor.

Por entre Elfos








Ao velar teu sono
Presumir meu teu sonho
Faço do dia amante
E acabo por mim
Fazendo-me teu

Sendo preso em teu ilagre
Amante do dia e à dia repudiante
Fumaça em vento
Canto em cores

Corais em negrito

Verso assumido, alegria, sentença
Grandes e belos pastos verdes
Cabeça em consolo macio

Alimentando de ar puro
Velejando memoriais e estações
Sentado à beira

Nadando pra não afogar
Afogo então, estendido no fundo
Do lado do oposto
Avesso de mim
Em balde e bidê

A companhia que prevalece
Cede à mim você